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domingo, 24 de junho de 2012

ÓLEO ESSENCIAL DE HORTELÃ

ÓLEO ESSENCIAL DE HORTELÃ - ação antiulcerogênica da espécie Hyptis spicigera

Por Isabel Gardenal
Cerca de 10% da população mundial tem ou já enfrentou um quadro de úlcera péptica em algum momento da vida. Esta doença, que causa danos e desconforto ao estômago, acomete principalmente indivíduos com idade entre 30 e 70 anos, e seu desenvolvimento está deveras relacionado com a digestão alimentar. Isso quando há sobreposição de fatores que agridem a mucosa gástrica – ácido clorídrico e pepsina – em relação aos fatores que a protegem – muco e bicarbonato, por exemplo. A experimentação de um óleo essencial da espécie Hyptis spicigera (cujos nomes populares são catirina, hortelã, cheirosa ou cheirosa-de-espiga) pela bióloga Christiane Takayama dá indícios de que no futuro ele poderá ser uma opção acertada na área de fármacos, para amenizar a sintomática dos pacientes com úlcera.
Em sua dissertação de mestrado, apresentada ao Instituto de Biologia (IB), Takayama forneceu os resultados preliminares que deverão confirmar, após novos testes de toxicidade, mais detalhes sobre o óleo desta planta e essa propriedade farmacológica. Fato é que ele chegou a inibir praticamente em 100% a formação da lesão ulcerativa. A primeira contribuição da bióloga foi concluir – em modelos animais – que tal planta possui sim atividade antiulcerogênica. “Assim sendo, parte deste contingente da população mundial poderá ser contemplado com os benefícios desta pesquisa, depois que ela ultrapassar a fase de testes e adentrar a indústria farmacêutica”, prevê.
O trabalho da pesquisadora, orientado pela professora do IB Alba Regina Monteiro Souza Brito e desenvolvido entre 2008 e 2010, consistiu em avaliar os mecanismos desta atividade na base testada, a de 100 mg/kg. Ao se aumentar o muco gástrico, camada responsável por proteger o estômago contra o suco gástrico (que contém pepsina e ácido clorídrico, os quais maltratam a mucosa estomacal), ele conseguiu defender o órgão contra a formação de lesões ulcerativas, não somente reduzindo-as, mas também impedindo a sua formação. “Foi um resultado encorajador”, comemora. Segundo ela, não existia na literatura científica provas cabais dessas atividades. “O que havia era apenas indicação popular, contudo nenhum estudo comprobatório desse potencial do óleo.”
Takayama descobriu mais. Outro mecanismo encontrado foi o de atividade antioxidante, capaz de abrandar a formação de espécies reativas de oxigênio por mecanismo de transferência de hidrogênio. Esta atividade foi avaliada tanto in vitro quanto in vivo em ratos. Além disso, o óleo exibiu ainda um forte potencial de cicatrização, conseguindo reduzir praticamente em 90% a área da lesão de úlcera nos animais. Para que isso acontecesse, houve a elevação dos níveis dessas substâncias que promovem o processo de cicatrização, que são a COX-2 e o EGF (fator de crescimento epidermal). O óleo da Hyptis spicigera aumentou mais que duas vezes a produção do EGF. Mostrou-se que, na prática, elas interferem aumentando a proliferação celular e, por isso, estimulam a cicatrização na mucosa gástrica dos animais e, possivelmente, em humanos.
O estômago produz ácido clorídrico e outras substâncias que se encarregam do processo de digestão. O conteúdo desse órgão torna-se, portanto, mais ácido, podendo lesionar a parede do estômago, caso os mecanismos de proteção do estômago estejam reduzidos. De acordo com a bióloga, o estômago contém células produtoras do muco que recobre a parede estomacal. Junto com ele, a secreção de bicarbonato é outro fator protetor, por ajudar a neutralizar o ácido.
Pois bem, tais mecanismos de produção de muco são controlados graças à ação das prostaglandinas. Contudo, é sabido que determinados anti-inflamatórios as limitam, retirando a proteção do estômago e do duodeno. É por esta causa que muitas pessoas sentem dor quando tomam este tipo de medicamento ou derivados.
Óleos essenciais
Esse e outros estudos têm sido possibilitados e sustentados por uma grande aliada – a área de óleos essenciais, que está em franca expansão nos cinco continentes. Por terem um odor agradável, são empregados em geral na indústria de perfumes, sendo ainda adotados na indústria de cosméticos, produtos de limpeza e também no setor alimentício. Neste caso, ele apresenta uma marcada atividade antioxidante, de modo a reduzir as espécies reativas de oxigênio, os radicais livres, que agridem os tecidos e são protagonistas em sua degradação.
Os óleos essenciais são extraídos de partes de plantas, particularmente caule, folhas, raízes, flores, inflorescências, frutos ou sementes. São óleos voláteis (que evaporam mesmo em condições normais) e, em geral, aromáticos. Mais recentemente, muitas investigações reforçam suas atividades farmacológicas. Por este motivo foi que Takayama resolveu analisar este óleo essencial.
Conforme a pesquisadora, a matéria-prima do óleo é utilizada como indicação popular desde a Antiguidade. Os estudos científicos, porém, começaram a se intensificar mais a partir da década de 1980. Agora, a questão envolvendo o setor farmacológico e de atividade antioxidante são ainda recentes. Advêm da década de 1990. “Com a descoberta dessas atividades em óleos essenciais, as perspectivas futuras são as melhores, restando encontrar uma melhor maneira de administrá-los em seres humanos”, assinala a bióloga.
Quando trabalhava com os experimentos animais, ela colocou em prática, como forma de administração, um veículo a priori aplicável em animais: o tween. Por se tratar de um óleo essencial, uma substância lipofílica (aquela que não é solúvel em água), ele precisava apenas de um veículo que o solubilizasse. “O próximo passo será encontrar um jeito de fazer a sua administração em humanos por via oral”, revela Takayama.
Até o momento, acredita-se que o que pode render um melhor resultado é a produção de medicamentos em microcápsulas, trabalho hoje desenvolvido pelo professor do IB Marcos Salvador, que atua na área de Fisiologia Vegetal. Ele avalia a viabilidade dessa forma de administração, já que diversos outros medicamentos corroboram a sua aplicabilidade e eficácia.
Com certeza, acentua Takayama, mais investigações serão necessárias para apurar a toxicidade contida nesse óleo. No caso do presente estudo, a bióloga realizou um screening de doses, separando a mais efetiva, que foi aquela de 100 mg/kg. Analisou apenas dois, dos muitos, parâmetros toxicológicos – a evolução ponderal dos animais e órgãos vitais como o fígado, o coração, os pulmões e os rins. Pelas análises desenvolvidas até aqui, não foi verificado nenhum sinal de toxicidade, pelo menos não na dose estudada. A pesquisadora pontua que esses resultados fazem parte de testes pré-clínicos e que existe um longo caminho para se chegar à análise em humanos, que pode demorar algo em torno de cinco a dez anos, estima.
Características da Hyptis spicigera
O gênero Hyptis apresenta diversidade morfológica e é encontrado no Cerrado brasileiro, com cerca de 300 a 400 espécies registradas, segundo Harley (1988). Atualmente, é consenso que elas são eficazes no tratamento de infecções gastrointestinais, câimbras, dores e infecções da pele. Além do mais, possuem efeito anestésico, antiespasmódico, anti-inflamatório e abortivo. No caso de Hyptis spicigera, trata-se de uma erva daninha e aromática, uma espécie de hortelã, diferente da comumente usada para fazer chás e infusões. Tem como característica peculiar a inflorescência, que a diferencia das demais espécies de Hyptis.
A inflorescência, afirma Takayama, é a parte da planta onde se localizam as flores, descrita pela forma como se dispõem umas em relação as outras. Normalmente aparece como um prolongamento que se assemelha ao caule, provido de folhas modificadas chamadas brácteas. Nas axilas destas brácteas, localizam-se as flores. Muitas famílias botânicas, frisa, se distinguem facilmente pelo seu tipo de inflorescência. “Na verdade, ela integra um conjunto de flores, não apenas uma”, explica.
Na mata, logo se observa que ali existe essa planta, graças ao seu aroma característico. O óleo que Takayama trabalhou foi o comercial, encontrado em empresa produtora de óleos essenciais. A sua dissertação integra a linha de pesquisa Atividade Antiulcerogênica de Produtos Naturais, coordenada pela professora Alba Brito, que é ainda responsável pelas linhas sobre a colite e as inflamações.
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Publicação
Dissertação de Mestrado: “Determinação dos mecanismos antiulcerogênicos e antioxidantes do óleo essencial de Hyptis spicigera Lam., Lamiacceae”
Autora: Christiane Takayama
Orientadora: Alba Regina Monteiro Souza Brito
Unidade: Instituto de Biologia (IB)
Financiamento: Capes .

ÓLEOS LÁURICOS COMBATEM BACTERIA CAUSADORA DA GASTRITE



FEMS Immunol Med Microbiol. 2003 May 15;36(1-2):9-17.
Antibacterial actions of fatty acids and monoglycerides against Helicobacter pylori.
Sun CQ, O'Connor CJ, Roberton AM.
Source
Department of Chemistry, The University of Auckland, Private Bag 92019, Auckland, New Zealand.
Abstract
The bactericidal potencies of saturated and unsaturated fatty acids (FAs) and monoglycerides (MGs) against Helicobacter pylori were determined following short incubations with freshly harvested cells over a range of pHs. FAs and their derivatives with an equivalent-carbon number of 12 were the most potent: lauric acid had a minimum bactericidal concentration (MBC) at pH 7.4 of 1 mM, myristoleic and linolenic acid were the most potent unsaturated FAs (MBCs of 0.5 mM, pH 7.4), and monolaurin was the most potent MG (MBC 0.5 mM). Potencies of saturated FAs were increased sharply by lowering pH, and a decrease of only 0.5 pH units can cause a change from non-lethal to lethal conditions. Conversely, the bactericidal action of monolaurin was not pH-dependent. The bactericidal potencies of unsaturated FAs increased with degree of unsaturation. When more than one FA or FA plus MGs were present, their combined action was additive. Urea and endogenous urease did not protect H. pylori from the bactericidal action of FAs. These results suggest that H. pylori present in the stomach contents (but not necessarily within the mucus barrier) should be rapidly killed by the millimolar concentrations of FAs and MGs that are produced by pre-intestinal lipase(s) acting on suitable triglycerides such as milk fat.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

MANTENDO O CÉREBRO NO FLUXO: Os mensageiros



Além de construir a estrutura dos nervos e, assim, o próprio cérebro, os ácidos graxos executam outra missão fundamental – a de mensageiros. Os mensageiros são os sinalizadores das atividades do corpo. Eles informam às células imunes quando despertar, ou quando se manter em repouso. Informam aos vasos sanguíneos se devem se estreitar ou alargar. Sinalizam às plaquetas se devem permanecer juntas ou separadas, afetando a coagulação do sangue. Os mensageiros também controlam as inflamações.
Todos os mensageiros são feitos de ácidos graxos, ômega-6 e ômega-3.
Os ácidos graxos, que formam a estrutura da membrana das células, se transformam em mensageiros quando recebem convocação para agir. Essa convocação pode-se dar sob a forma de um traumatismo, de um vírus, de uma bactéria, de um radical livre, de uma substância química tóxica, de um metal pesado, ou qualquer outro.

O sistema de mensageiros controla notável conjunto de funções no interior do organismo e do cérebro. Sua capacidade de executar essa atribuição depende, geralmente, do adequado equilíbrio dos ácidos graxos. Se uma das famílias de ácidos graxos estiver em quantidades maiores do que as outras, todas as atividades do organismo relativas aos ácidos graxos serão comandadas pelo tipo predominante, acentuando-se ainda mais o desequilíbrio O cenário mais comum de desequilíbrio está relacionado com o ácido araquidônico e com o trajeto da PGE2.
- PGE1: origina-se do ácido linoléico da dieta, encontrado, predominantemente, no óleo de milho, de girassol, gergelim e açafrão
- PGE2: forma-se a partir do ácido graxo – ácido araquidônico, mais presente nas plantas e carnes de animais (níveis elevados de PGE2 foram encontrados em certas enfermidades que afetam humor, comportamento e funções do sistema nervoso.
- PGE3: encontrado no salmão, cavala, arenque, sardinhas e outros peixes.

FONTES DE ÁCIDOS GRAXOS E SEUS MENSAGEIROS:
Girassol, açafrão, gergelim, milho, prímula, borragem e óleo de semente de groselha preta, linho, canola, moranga, chia, noz, vegetais de folhas verdes escuras, algas, salmão, sardinhas e outros peixes, linhaça.
Ácido graxo Araquidônico: carne animal, leite, ovos, lula, peixes de águas quentes. (A família PGE2 é considerada mau elemento, por causa do poderoso potencial inflamatório que possui, entretanto, precisamos dessa família para muitas funções vitais, o problema surge quando o sistema está desequilibrado ou há demasiada atividade da família)
EXEMPLO: Se consumirmos dieta alta em ácido araquidônico, este se torna predominante nas membranas celulares. Quando alguma coisa acontece no organismo, capaz de desencadear uma inflamação, ganha maior potência.

Exemplo de Megan:
Megan era uma mulher brilhante, que tinha estado próximo do primeiro lugar de sua classe, tanto no colegial como na Universidade. Era emocionalmente saudável. No entanto, durante o período pré-menstrual, seu humor alterou-se dramaticamente. Passou a ter crises de choro, a sentir-se desesperançada, a sofrer de acessos de ira e se tornou deprimida. Como principal funcionária de pequena organização comercial, ocupava posição de chefia e coordenava trabalhos de outros funcionários. A incapacidade de conduzir normalmente seus afazeres durante esse tempo levou-a ao desespero, tornando sua vida penosa ao extremo.
Megan começou a tomar diariamente 6 cápsulas de óleo de prímula. Esse óleo é fonte do ácido graxo AGL. O AGL não é encontrado no cérebro, entretanto, tem sido usado na Medicina para equilibrar os mensageiros inflamatórios e não-inflamatórios que influenciam o cérebro. Megan obteve melhora, principalmente de humor.

SINAIS DE DESEQUILÍBRIO DE ÁCIDOS GRAXOS:
Pele ressecada, caspas, freqüente necessidade de urinar, irritabilidade, falta de atenção, unhas moles, pele de jacaré, alergias, queda de imunidade, fraqueza, fadiga, cabelo seco e não penteável, sede excessiva, unhas quebradiças e facilmente rasgáveis, hiperatividade ou inquietude, pele de galinha nas costas dos braços, olhos secos, problemas de aprendizagem, demorada cura de feridas, infecções freqüentes, manchas pálidas nas faces, pele rachada nos calcanhares ou nas pontas dos dedos da mão.
Fonte: Gorduras Inteligentes, Michael A. Schmidt

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PRACAXI


A 8a Maravilha da Selva Amazônica (Silicone Natural)
Conheça agora o segredo por trás dos índios terem uma pele macia e sedosa.
      
          O óleo de pracaxi é a novidade do momento. O seu efeito condicionador devido à formação de uma camada hidrofóbica ao redor da fibra dos fios traz como resultado um brilho e sedosidade nos cabelos de estrela de novela!
          Embora seu nome não seja tão difundido quanto o de outras espécies da biodiversidade brasileira, o pracaxi (Pentaclethara macroloba) é uma árvore muito conhecida na região da Amazônia, onde suas sementes produzem azeite de cozinha e a madeira pode ser utilizada para fabricar móveis e dormentes de ferrovias.
         Os habitantes da região amazônica fazem uso da casca e do caule contra os efeitos do envenenamento de picadas de cobras e escorpiões. Para isso, eles maceram a casca e aplicam sob a forma de emplastros no local da picada.
         As sementes do pracaxi são  recolhidas pelas populações amazônicas em rios, praias e igarapés, sendo posteriormente secas ao sol e armazenadas para a comercialização local e prensagem para extração do seu precioso óleo. É uma espécie vegetal que encontra-se distribuída em todo o Brasil Setentrional, Guianas, Trinidad e algumas regiões da América Central. Possui um fruto em forma de vagem com 20 a 25 cm de com-primento, que contém de 4 a 8 sementes. Um quilo de sementes é composto por aproxi-madamente 35 vagens que contêm cerca de 30% de óleo. É uma árvore leguminosa fixa-dora de nitrogênio no solo, constituindo uma espécie pioneira que mostra um grande potencial na regeneração florestal e recuperação de áreas degradadas.
Emprego na pele
          O óleo de pracaxi se destaca por ser o óleo mais rico em ácido behênico (10-25%) conhecido, cerca de 6 X mais do que o óleo de amendoim. O teor alto de ácido behénico e lignocérico no pracaxi, deixa sobre a pele uma percepção sensorial aveludada e macia, como se ela fosse de ‘‘seda’’. É um verdadeiro ‘‘silicone natural’’ que age mantendo a água nos poros da pele, hidratando, regenerando e protegendo-a, sendo um dos grandes segredos da pele macia dos índios de algumas tribos amazônicas.
          Poderoso cicatrizante dermatológico, tornou-se tradicional seu uso entre as populações locais no tratamento de picadas de cobras, cicatrização de úlceras, escaras e higienização da pele em cirurgias, já que estudos recentes têm demonstrado que o óleo de pracaxi tem forte ação antibacteriana, antiviral e antifúngica.
         Estudos confirmaram que frações isoladas do óleo de pracaxi constituem importantes compostos bioativos com atividade anti-hemorrágica, confirmando o uso por parte dos povos ribeirinhos da Amazônia do óleo de pracaxi em sangramentos, tratamento de feridas e cicatrização de cortes pós operatórios de pequenas cirurgias. É assim, um poderoso renovador celular, que tem sido empregado na Amazônia em queimaduras e após cesarianas, visando evitar a formação de quelóides e manchas (também age na suavização de manchas escuras causadas por alterações hormonais que ocorrem com frequência durante o período de gravidez). É utilizado na medicina popular contra a erisipela que é uma infecção cutânea causada por bactérias, onde limpa, cura e revitaliza a pele, combatendo inflamações, e também na dermatite e psoríase, onde ajuda no controle do crescimento desordenado das células da pele.
          De todos os óleos existentes, o pracaxi está sem dúvida entre os mais poderosos hidratantes para a pele e cabelos, sendo considerado portanto, maravilhoso para prevenção de estrias, especialmente aquelas que costumam aparecer no período de gestação, adolescência, e nos tratamentos de emagrecimento devido ao efeito sanfona.
          Contém vitamina e ácidos graxos com propriedades essenciais para produtos anti-rugas com ação antioxidante atuando diretamente sobre as linhas de expressão.  Além disso também existem pesquisas que relatam a atividade inseticida deste óleo (como da andiroba), especificamente contra o mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da dengue.
Forma de uso: Puro localmente na quantidade necessária para abranger toda a área. Sem contra-indicações.

Emprego nos cabelos
         O Pracaxi é um dos grandes segredos indígenas para ter um cabelo de seda: deixa liso, macio, brilhante, desembaraçado e sem pontas duplas. Ele ajuda a criar uma camada hidrofóbica ao redor da fibra dos fios, protegendo os cabelos do ressecamento causado pelo sol, mantendo a umidade natural do cabelo e controlando o volume.
         Na escovação, o pracaxi proporciona um excelente efeito condicionante aos cabelos, facilitando o penteado e garantindo brilho e maciez. Em condicionadores ele é o responsável pelo efeito alisante e devolve a vida aos cabelos danificados por processos químicos. Pode ser combinado com o óleo de argan (1/1), que juntos formam a ‘‘dupla dinâmica’’ no tratamento capilar dos salões mais badalados e caros.
Forma de uso: Antes ou depois da escova desembraça os fios, facilitando o penteado e reduzindo o volume. Previne e trata de pontas duplas além de tornar o cabelo macio como seda. Use para isso uma pequena quantidade na palma das mãos priorizando o comprimento e pontas. Podem ser empregadas 1-2 tampas cheias do óleo em cada 100 gramas de creme condicionador ou máscara capilar.  
Texto (organização): Fabian Laszlo (www.laszlo.com.br)